Letras Sinceras


13/11/2004 16:30
Estou em Presidente Prudente, comemorando o meu aniverário... é... 22 anos... credo... já estou cruzando o Cabo da Boa Esperança!
E amanhã (certo Romário) o meu velho amigo Romário (digo velho amigo, e não amigo velho ok?) faz aniversário também!
Parabéns pra nós de escorpião! UEBA!

La vai notícia sobre Má Educação:

Do site da UOL - www.uol.com

DRAMA
Má Educação
Um rapaz que sofreu abuso sexual na infância reencontra seu primeiro amor. Com Gael García Bernal.




Educado numa escola católica, Ignácio (Gael García Bernal) se tornou um jovem problemático depois de sofrer abuso sexual. O responsável pelo crime era o professor de literatura do garoto, o padre Manolo. Neste mesmo cenário, o rapaz se apaixona por Enrique, um colega de classe que acaba expulso do colégio interno.

Duas décadas depois, Ignácio trabalha como ator com o nome artístico de Angel. Ele reencontra seu antigo amor no escritório de Enrique, que é agora um diretor de cinema em busca de uma história. Surpreso com a mudança de Ignácio, o amigo - também homossexual - recebe dele um roteiro para ler, baseado no turbilhão de sentimentos da época em que os dois viviam no internato.

Má Educação foi um dos longas mais assistidos no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo deste ano. Dirigido pelo espanhol Pedro Almodóvar, de Tudo Sobre Minha Mãe e Fale com Ela, o filme tem um fundo biográfico sobre a vida dele. O protagonista da produção é Gael García Bernal, que estrelou Diários de Motocicleta e Sem Notícias de Deus.


INFORMAÇÕES

Censura: 18 anos
Diretor: Pedro Almodóvar
Elenco: Féle Martinez, Gael García Bernal e Javier Cámara
Nome Original: La Mala Educación
Ano: 2004
País: ESP
Duração: 105 minutos

11/11/2004 - 16h35
ESTRÉIA-Almodóvar usa pedofilia para fazer sua "Má Educação"

SÃO PAULO (Reuters) - Em "Má Educação", o diretor espanhol Pedro Almodóvar mergulhou fundo no poço de suas obsessões. Para aqueles que sentiam falta dos ambientes multicoloridos e dos travestis e marginais das produções do começo de sua carreira, este filme servirá a contento.

Mas desde sua estréia no Festival de Cannes, em maio passado, o longa não semeou, nem de longe, a calorosa recepção de seu celebrado trio de filmes anteriores --"Carne "Trêmula", "Tudo Sobre Minha Mãe" e "Fale com Ela". O trabalhou dividiu o público e a crítica, e parece que não vai ser diferente na sua estréia no Brasil, nesta sexta-feira.

Almodóvar farta-se de sua própria velha cenografia física e dramática para contar a história de dois jovens, Enrique (Féle Martinez) e Ignacio (Gael García Bernal), que compartilharam de uma dramática experiência infantil num colégio jesuíta onde a pedofilia de um dos padres, Manolo (Daniel Gimenez-Cacho), era um segredo mal-escondido.

Separados um do outro por 16 anos, os dois se reencontram num momento em que Enrique tornou-se diretor de cinema e Ignacio, autor de uma história, intitulada "A Visita", que tem grande potencial para tornar-se um filme. Ignacio aparece em boa parte do filme travestido como mulher, na pele de Zahara.

Sua história nutre-se profundamente do universo da sexualidade clandestina no colégio católico, convertendo-se, assim, numa oportunidade para que os dois jovens exerçam um longamente adiado ajuste de contas contra o padre Manolo.

FILME NOIR

Este noir almodovariano afasta-se decididamente da vertente de suspense de um Alfred Hitchcock -- de quem se invoca a benção, no entanto, na música de Alberto Iglesias nos créditos iniciais do filme.

A partir deste começo, que prepara o espectador para o drama de tintas policiais que se apresenta a seguir, Almodóvar acelera o carrossel de referências cinematográficas e musicais com uma velocidade que parece alucinante.

Didaticamente, porém, vai colocando avisos no caminho, através das falas dos personagens, objetos de cena ou de trechos de música sugerindo ou esclarecendo o que se passa no interior da narrativa.

Talvez seja isso o que distancia o espectador das altas emoções estimuladas mais livremente em "Fale com Ela" ou "Tudo sobre Minha Mãe". Aqui, até por se tratar assumidamente de um filme de gênero, com convenções a seguir, a qualidade desta emoção é de outro quilate.

Outro aspecto que distancia o espectador é que os personagens não permitem a mesma empatia de filmes anteriores do diretor -- também uma limitação do noir, que navega declaradamente no submundo.

ENTREVISTA EM CANNES

Sobre os aspectos pessoais da história, Almodóvar garantiu, em entrevista à imprensa em Cannes: "Não há episódios pessoais de minha vida aqui".

Ele esclareceu que o aspecto mais pessoal desta produção é o modo como é narrada, embora tenha destacado que visitou e viveu por muitos anos em dois cenários que aparecem no filme: o colégio católico dos anos 1960 e a Madri exultante e livre dos anos 1980 (embora a ação do filme se passe um pouco antes, em 1977).

Abordando a pedofilia dentro da Igreja Católica, Almodóvar não crê que tenha feito um filme anticlerical. Mas ironizou: "Isso não faz falta. A Igreja degrada-se a si mesma cada vez que faz declarações à imprensa. Ao menos na Espanha, o pior inimigo da Igreja é ela mesma", declarou.

Continuando o comentário, disparou: "Eu utilizo a Igreja como algo decorativo, certas figuras de santos, Virgens, Jesus Cristo. Como diz o Papa João Paulo II, o modo como a Espanha vive a religião é idólatra. Não há nada mais pagão do que a Semana Santa em Sevilha. Mas gosto desse modo profano. É o melhor modo de viver a religião".

A razão do título do filme, segundo o diretor, baseou-se na educação que ele e outros espanhóis, mesmo de gerações anteriores, receberam, fundada no medo, no castigo, no sentimento de culpa. Para Almodóvar, "a educação perfeita para psicopatas. É um milagre que eu tenha crescido normal!".

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

Hehehe... tem bastante coisa pra vocês lerem...

Bem, agora eu vou nessa...
Beijim pra todos... e tchauzim...

--->> esse blog é móito bom, passem por lá!

enviada por *@ninh@*






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